Descrição
Bakhtin afirma que na Idade Média, os ritos cômicos populares situavam-se entre a arte e a vida, num verdadeiro estado liminar, era a vida recriada na manifestação que não era nem puramente artística, nem somente social. O carnaval não era um espetáculo a ser visto, mas uma das formas da vida que deveria ser vivenciada. Tratava-se, sobretudo, da fuga dos cânones e moldes da vida oficial. Possuíam um caráter extremamente humanista, pois não havia distinção hierárquica de nenhuma espécie. No carnaval todos eram iguais.